Tudo que falo tem uma razão, sentimento ou motivo,
O que me faz evitar frases de efeito
E jargões macanicistas que não representam, no fundo,
Aquilo que realmente pensamos: Aquilo que sou...!
Quando sinto, vivo aquilo que sinto,
O que me faz chorar, se me toca o peito,
Ou rir - Afinal, nem tudo são lágrimas!
Amo um dia por vez, e o todo por parcelas,
Pois o tempo já não conspira a meu favor;
E as horas voam, mas os detalhes engatinham.
Não posso dizer que te amo (É cedo!) --
Estimo, gosto, adoro... Sim, posso te adorar.
Não pela tua santidade - falta-te uma auréola -
Adoro-te pelo prazer da tua companhia,
Pelo teu jeito ranzinza que afasta a todos:
Todos aqueles que ainda não te conhecem.
No fundo és uma romântica incorrigível,
Que adora poesia e chora ao ler um romance açucarado.
A tua denguice me fascina...
Teu jeito carente de se perder no meu abraço.
Tão pequena... Tão frágil... Tão bonita...!
Tão sincera quando precisa falar a verdade,
E tão tímida, quando é exigida a se expressar!
Ainda não te amo. Sabes disso! Eu já disse: É cedo!
Mas tens tudo que procuro na mulher perfeita,
E te amar é apenas uma questão de tempo,
E tempo é tudo que tens: És jovem!
Posso não saber de tudo... Afinal de tudo ninguém sabe;
Mas uma coisa eu sei (são favas contadas)!
Podes apostar tudo que tens no que agora vaticino, pois,
EU SEI QUE VOU TE AMAR!
Antônio Carlos Kal-el

