Meu porto seguro, meu padrão, minha cura,
Meu sistema de medida... minha lei...
Minha equivalência: O erro, a dor, o "Não"!
Amo teu jeito de negar o mundo,
A tua imperfeição de a nada amar.
Se amas o silêncio. Eu respeito... Discordo,
Pois sinto que és capaz de condensar
A tudo, já que amar é um monólogo,
E te amar é um calvário que me alegra,
Por isso deixo tua falta me agredir.
Tua distância que, madrasta, me diz baixinho
Que tudo que eu fizer é pouco, é nada!
Não posso preencher o teu vazio,
Tampouco materializar antigos sonhos;
Não posso atestar que o amor existe...
Posso senti-lo: é denso, cinza, rude!
Posso até garantir que o amor é um jogo,
Onde ganha quem menos se entrega
E perde quem ousa mais do que deve;
No amor não se pode amar à regra...
No máximo ama-se uma idéia.

