Não sei!... Quem sabe pela vida inteira!
Essa falta – Esse vazio incomensurável e duradouro.
Pode ser que venha a doer para sempre –
Supondo-se que “sempre” é uma medida imprecisa,
Por onde tomar base para se supor alguma coisa?
Em se tratando de dor – qual escala é mais convencional?
A contagem das horas nas infinitas noites insones,
Ou os vincos de expressão na tez envelhecida pela espera?
Qual a maneira correta para se contar lágrimas,
Sendo que depois da primeira, tornam-se rios?
E de que forma pode-se medir as mágoas –
Se a última, das milhares ao longo da vida,
Não deixa de ser apenas a mera conseqüência da primeira?
O que é a SAUDADE? Algo medível?
Uma falta que se alimenta da ausência,
Ou um vazio de algo que nunca tivemos?
No meio do tormento, do desespero, a quem recorrer?
Diante de uma enxurrada de lembranças – onde se agarrar?
Como discernir o que é real das fantasias,
Quando se está resignado a recordações e devaneios?
A nostalgia acaba por pincelar de tons turvos e poéticos
O que no passado pode ter sido dor...!
Talvez até como recurso para melhor assimilação.
Por certo que uma doce lembrança,
Ao invés de uma recordação dolorida,
Define melhor o que é a saudade...
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário