segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O AMOR É UMA VINGANÇA

Vendo o peito que só quer o impossível –
Sem ter hora e muito menos lugar –
Se percebe que o amor é definível:
Numa impossibilidade de amar;
Se aquele quer alguém de forma incrível –
Sem medir conseqüências por gostar –
Já que aceita enfrentar qualquer confronto
E quer, por mais que sofra, amar – E pronto!!!

É burro o coração que se apaixona;
E mais burro se amar a quem não deve –
Pois sofre como quem tem mãe na zona...
E se é leigo – sobre tudo que escreve –
Acredita no amor, e, se emociona
Ao ponto de ver chuva e crer que é neve;
Ao cúmulo de achar que terá sorte
De ter esse alguém, e o amar até a morte!!!

Não sabe esse inocente – que dois gumes –
Tem a faca do amor e da paixão...
E se de um lado brilham belos lumes
Do prazer, do desejo, da emoção;
Já do outro – no contraste dos costumes –
Tem a dor, a mágoa, e a ingratidão –
Numa eterna disputa por espaço,
Sempre onde o resultado é o fracasso!!!

Mas teima o coração em persistir
Na batalha, sempiterna, de querer
Disputar com a paixão e não cair;
Achando que vai conseguir vencer...
Crendo que pode nunca mais sentir
As dores de se amar e não poder
Ter do lado o seu bem a todo custo,
Voltando a acreditar que o amor é justo!!!

Mas te falo e asseguro – Coração –
Que por mais que aparente, não o é –
Não pode ser o amor esta emoção
Inofensiva que aceita o que vier –
Tampouco – desta vida a sua razão,
Ou alimento de homem e mulher...
É o amor somente uma vingança
Da alma contra o peito que não cansa!!!

A . Carlos

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