Já não imaginava a vida sem você –
Vagamente me recordava de como era antes de nos conhecermos:
Uma falta de motivo, um desânimo – sei lá!
Aprendi a me acostumar com as suas manias
E a esquecer das minhas, que tanto te desagradavam...
Já não enxergava as coisas sob o meu olhar,
Era uma fixação de imaginar como você veria –
Eu precisava ver tudo sob o nosso ponto de vista;
Depois de tão acostumado a andarmos juntos,
Já não sabia como era galgar passos solitários...
Agora tive que reaprender o que é solidão!
A solidão de me pegar conversando com as suas fotografias,
E, numa esperança de te reencontrar,
Reler as suas cartas já tão envelhecidas pelo manuseio!
Vejo pelo meu corpo – marcas por ti deixadas –
Algumas externamente cicatrizadas –
Outras, internas, doloridas, que insistem em permanecerem abertas.
Como esquecer tudo???
Como apagar uma história de amor???
Ou reaprender a viver depois de você???
E no vazio, a única resposta é um estridente silêncio.
Depois de te amar, não me sobra espaço para novos amores;
E que triste confirmação:
Agora que te perdi, perdi a linha natural da continuidade...
Como prosseguir buscando algo, que não seja você???
Não há o que buscar... Apenas... Vazio... Silêncio...
Depois de escutar suas palavras de adeus,
Não sou capaz de ouvir mais nada!
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
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