Houve um tempo em que tu acreditavas em sonho --
Chegava mesmo a recitar contos de fada, utopias...
Moldando-se à feição de Rapunzel
Ou comparando-se à Cinderela:
Numa esperança firme de que tudo sempre acaba bem.
Hoje já não vejo luz no fundo do teu olhar.
Sabe aquela franqueza inocente que cria em tudo?
Perdeu-se, quando perdeste a capacidade de acreditar.
E o que foi feito de ti, fantasma de outrora?
Onde foram parar tuas ilusões otimistas?
Quem te roubou a esperança de amar?..
Dirás que fui eu? Quanta injúria!!!
Ninguém rouba a bondade das pessoas:
Elas a perdem, quando perdem o prumo,
E passam a buscar, fora, o que sempre,
Sempre esteve dentro, quieto, imaculado,
No fundo do coração que não se conspurcou.
Paraste de crer na felicidade quando abriste os olhos:
Pois amar é vendar-se, e sair tateando;
Crer no que não se vê ou existe...
Amar é aposta que não se ganha,
Mas que não pode deixar de ser feita,
Já que o amor é medido pelas possibilidades...
Ama, e pronto!!!
domingo, 23 de setembro de 2007
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