Em nuances, pelo tempo, invertidas;
Olho cútis belas, desenrugadas –
E pergunto, em frases ressabiadas:
Quem seriam tais pessoas, ‘squecidas???
Velhos rostos que não lembro e, tampouco.
Agora, recordar deles pretendo...
Perderam-se no meu passado louco;
Desse tempo que em mim ficou tão pouco –
E o pouco que ficou venho esquecendo!!!
Seriam tais semblantes – ex-amores?
Pedaços que esqueci pelo caminho?
Em quantos desses rostos deixei dores?
E quantos me deixaram dissabores?...
Algum deles, como eu, vive sozinho???
Retângulos que me olham (inquiridos),
Querendo perguntar por onde eu ando;
O que fiz com os momentos vividos,
Co’ as lembranças dos beijos divididos,
Se ainda me verão um dia... (e quando)???
Por certo nunca mais dividiremos
Outra coisa, que não, vagas estórias;
Tampouco nesta vida nos veremos –
Pois, em comum, apenas o que temos
É um passado cheio de memórias!
A. Carlos Kal-el


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