quinta-feira, 11 de outubro de 2007

LEMBRANÇAS DO AMOR

Saudade dos nossos tempos de amor...
Da tua decisão despachada que não media esforços,
Da tua coragem desproporcional -
Coragem de mudar o mundo.
Estou me sentindo sozinho sem os teus problemas,
Sem tua vida complicada, diante da minha: Diáfana!
Ainda choro ouvindo as nossa músicas;
Ainda deixo a porta aberta... te esperando...
Como se a vida não tivesse nos afastado,
E o nosso amor já não passasse de uma mera lembrança.
Cansei de te buscar em outras bocas...
Outros corpos jamais terão tuas curvas sibaritas;
Assim como, nunca mais encontrarei - Eu juro -
Outro alguém que possa me desafiar novamente.
Sinto saudade das tuas teorias sobre o amor,
Onde o amor era o que menos importava;
Tudo entre nós se definia por outras razões:
Era uma junção de pele com amor platônico...
Eu te amava, enquanto amava meus atos;
Tu me amavas, enquanto fugias dos meus toques,
Num jogo de gato e rato inconsequente,
Sendo que no final, sempre nos refestelávamos
No queijo proibido dos orgasmos compensadores.
Eu fui o primeiro a te dar prazer;
Tu foste a primeira a me amar de verdade, dizendo: "Não"!
Nós fomos os únicos que terminamos sozinhos...

A. Carlos Kal-el

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