quarta-feira, 23 de abril de 2008

UMA QUESTÃO DE QUANDO...

Quando é uma noção de tempo imprecisa.

Requer esforços de forças nunca temos...

É como medir a passagem dos dias

Pela quantidade de dores que suportamos,

Sendo que, às vezes, estamos frágeis demais,

Até para os cálculos mais simples.

Não posso, não podes, não podemos...

Agora, não! Que tal depois?

Não mais! Não podemos saber, dizer quando,

Quando novamente voltaremos a crer.

"Aquilo que não nos mata, nos fortalece..."

Não sei em quê pensava Nietzsche,

Quando afirmou, ensandecido, que podíamos, sim,

Nos adaptar a impropérios, a dores.

"É quando nosso orgulho acaba de ser ferido

Que é mais difícil ferir nossa vaidade."

Palavras dele... Fundamentemos?

Não, não sei quando deixaremos de chorar.

A tristeza até que me cai bem.

Evita que eu me empolgue demais,

E, daí, sofra dobrado, desnecessariamente.

Como não podemos medir o sofrimento,

Também não podemos precisar até quando,

Até quando teremos que sofrer

Até que chegue o esquecimento.

As lembranças nos alimentam a vida,

Só o esquecimento, porém, a torna suportável.

Não posso prever até quando irei sofrer por ti...

Quiçá a vida inteira. Quem sabe?

Posso apenas amenizar os teus efeitos,

Pois o tempo não apaga as marcas,

Apenas enferruja as lembranças!!!


Antonio Carlos Kal-el

3 comentários:

Renata Ribeiro disse...

meu blog anda sedento de comentáriooos, sabe ??

ninguéeem comenta... hahahaha

ninguéeem achamado Antonio Carlos !


hihi

bju bju

Renata Ribeiro disse...

chamado**

Renata Ribeiro disse...

vaaaaaaaamos atualizar xD