Sedento de saber um pouco de tudo.
Se chego ao lago do conhecimento, digo:
"Dai-me de beber, que tenho uma sede sem fim."
Tenho um desejo exibicionista de ensinar
E pouca paciência pra aprender.
Sempre fingimos ter calma com aqueles
Que vivem de nos contar histórias repetidas;
Assim, nunca somos sinceros,
Alegando que a sinceridade fere.
Mas a verdade é o exercício da coragem,
E a mentira, um telhado de vidro;
Não jogue pedras na minha casa
Que prometo não te fazer perguntas difíceis.
Tento melhorar, dizendo que estou bem...
Mas já não sei se só isso me satisfaz!
Ah, quando tu estavas comigo
Eu acho que gostava mais de mim mesmo.
É estranho como sempre nos reinventamos,
Embora eu sempre faça de mim cópias defeituosas.
Agora, só por hoje, eu não quero me esquecer
Que pareço perdido, mas sei exatamente onde estou,
E que do amor tenho a falta que me deixaste.
É duro não ter o que ouvir,
Não se ter a quem amar...
Depois de nós, aprendi a SEMPRE pedir perdão!
Antônio Carlos Kal-el


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