domingo, 10 de fevereiro de 2008

FAZ DE CONTA

Vem! Finjamos que nada aconteceu...
Prometo esquecer tuas ofensas;
Não guardar rancor dos insultos.
Anda! Não nos atemos aos piores dias,
Revivamos apenas as boas lembranças;
Deve ter sobrado algum resquício de amor.
Vamos! Façamos de conta que não há cicatrizes...
Eu te perdôo as tentativas de homicídio;
E tu, os meus xingamentos escabrosos!
Sei que somos capazes de um entendimento,
Do contrário já teríamos outros pares;
Se estamos sós, é porque nunca nos deixamos!
Aceita meus beijos, que já te excitaram tanto;
Deixa eu desbravar teu corpo saudosista.
Eu sinto que ainda não me tiraste de ti.
Podemos ir juntos à delegacia:
Eu retiro as queixas, o processo...
Somos adultos, ainda que só às vezes.
Não deixemos que nossos egos nos separem,
Saibamos dosar nossas altercações,
Pra que elas não interfiram mais.
Acho que podemos contornar velhas mágoas,
Usufruindo dos nossos melhores instantes...
E, convenhamos, não negue: Tivemos muitos!
Vem! Finjamos que nada aconteceu...
Podemos ser felizes. Eu sei que somos capazes,
Pelo menos até a próxima briga!
Antônio Carlos Kal-el

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