Houve um tempo em que tu acreditavas em sonho --
Chegava mesmo a recitar contos de fada, utopias...
Moldando-se à feição de Rapunzel
Ou comparando-se à Cinderela:
Numa esperança firme de que tudo sempre acaba bem.
Hoje já não vejo luz no fundo do teu olhar.
Sabe aquela franqueza inocente que cria em tudo?
Perdeu-se, quando perdeste a capacidade de acreditar.
E o que foi feito de ti, fantasma de outrora?
Onde foram parar tuas ilusões otimistas?
Quem te roubou a esperança de amar?..
Dirás que fui eu? Quanta injúria!!!
Ninguém rouba a bondade das pessoas:
Elas a perdem, quando perdem o prumo,
E passam a buscar, fora, o que sempre,
Sempre esteve dentro, quieto, imaculado,
No fundo do coração que não se conspurcou.
Paraste de crer na felicidade quando abriste os olhos:
Pois amar é vendar-se, e sair tateando;
Crer no que não se vê ou existe...
Amar é aposta que não se ganha,
Mas que não pode deixar de ser feita,
Já que o amor é medido pelas possibilidades...
Ama, e pronto!!!
domingo, 23 de setembro de 2007
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
VERDADES IRREFUTÁVEIS
Busco nas memórias mais recentes momentos de alegria,
Contudo,invariavelmente,sou remetido a lembranças doloridas–
Como se toda a nossa história tivesse se resignado a dor!!!
Mentalmente argumento com verdades irrefutáveis;
E como que sabatinado por todas elas,
Acabo me convencendo da realidade das questões a mim interpeladas...
Teria sido toda a nossa história uma ilusão?
Tola quimera tão tênue como as promessas de amor?
Fantasias da percepção de um intelecto débil e volúvel?
Não pode tudo ter sido simplesmente fantasia...
Como explicar as lágrimas, as cicatrizes, as noites insones?
Ou aquele lirismo piegas existente apenas naqueles momentos pós-orgasmos?
Custa-me crer que eu tenha criado tudo isso em minha mente,
Que eu tenha projetado este amor a ponto de te personificar.
Não! Você existe, ainda que não esteja ao meu alcance!
Ainda que se mantenha indiferente ao meu sentimento,
Carregando, nas suas lembranças, memórias minhas;
Recordações de um amor que marcou minha vida
E que pra ti não passou de uma aventura –
Uma daquelas loucuras que, depois de vivida,
Deve ser, do coração, postergada, por ser suja!
Mas os segredos compartilhados entre quatro paredes,
Esses não podem ser enterrados...
Aquelas loucuras de amor que um dia vivemos,
Hão de permanecer em nossas vidas para sempre,
E ainda que queiramos apagá-las, esquecê-las,
Permanecerão límpidas como cristais inquebrantáveis,
Pois têm o amor como sua maior testemunha.
Aquelas confidências que dividimos sobre uma cama
São fadadas a se fazerem eternas.
São como verdades incontestáveis tatuadas na alma –
Se acaso tentamos delas nos ocultarmos,
Retornam como fantasmas assombrosos,
Para na calada da noite nos afugentar o sono.
Contudo,invariavelmente,sou remetido a lembranças doloridas–
Como se toda a nossa história tivesse se resignado a dor!!!
Mentalmente argumento com verdades irrefutáveis;
E como que sabatinado por todas elas,
Acabo me convencendo da realidade das questões a mim interpeladas...
Teria sido toda a nossa história uma ilusão?
Tola quimera tão tênue como as promessas de amor?
Fantasias da percepção de um intelecto débil e volúvel?
Não pode tudo ter sido simplesmente fantasia...
Como explicar as lágrimas, as cicatrizes, as noites insones?
Ou aquele lirismo piegas existente apenas naqueles momentos pós-orgasmos?
Custa-me crer que eu tenha criado tudo isso em minha mente,
Que eu tenha projetado este amor a ponto de te personificar.
Não! Você existe, ainda que não esteja ao meu alcance!
Ainda que se mantenha indiferente ao meu sentimento,
Carregando, nas suas lembranças, memórias minhas;
Recordações de um amor que marcou minha vida
E que pra ti não passou de uma aventura –
Uma daquelas loucuras que, depois de vivida,
Deve ser, do coração, postergada, por ser suja!
Mas os segredos compartilhados entre quatro paredes,
Esses não podem ser enterrados...
Aquelas loucuras de amor que um dia vivemos,
Hão de permanecer em nossas vidas para sempre,
E ainda que queiramos apagá-las, esquecê-las,
Permanecerão límpidas como cristais inquebrantáveis,
Pois têm o amor como sua maior testemunha.
Aquelas confidências que dividimos sobre uma cama
São fadadas a se fazerem eternas.
São como verdades incontestáveis tatuadas na alma –
Se acaso tentamos delas nos ocultarmos,
Retornam como fantasmas assombrosos,
Para na calada da noite nos afugentar o sono.
A. Carlos
NÃO MAIS
Não mais mendigarei seus poucos beijos –
Tampouco implorarei por seu calor –
Já basta de viver dos meus desejos –
Sonhando que em você exista amor!!!
Já chega de mentir pra minha vida,
Que um dia ficarei contigo enfim...
Não posso me enganar por ti – bandida –
Que nunca vai sentir nada por mim!!!
Digamos que esquecer seja o que eu queira,
Ainda que você tente o contrário,
Que vai provar pra mim que é verdadeira –
Eu vou continuar como um otário!!!
Difícil descobrir como agradar
A quem nunca com nada está contente...
Complicado também tentar amar
Alguém que a cada dia é diferente!!!
Que me resta, que não o meu desprezo,
A minha indiferença maculada,
Contidos no sentimento indefeso...
Que sofre por amar pessoa errada!?!?!?
Nas dores, tudo contra mim conspira;
Você que poderia – nada faz!!!
Adiciono outra folha a minha lira:
A de amar sem comigo ter a paz!!!
A. Carlos
Tampouco implorarei por seu calor –
Já basta de viver dos meus desejos –
Sonhando que em você exista amor!!!
Já chega de mentir pra minha vida,
Que um dia ficarei contigo enfim...
Não posso me enganar por ti – bandida –
Que nunca vai sentir nada por mim!!!
Digamos que esquecer seja o que eu queira,
Ainda que você tente o contrário,
Que vai provar pra mim que é verdadeira –
Eu vou continuar como um otário!!!
Difícil descobrir como agradar
A quem nunca com nada está contente...
Complicado também tentar amar
Alguém que a cada dia é diferente!!!
Que me resta, que não o meu desprezo,
A minha indiferença maculada,
Contidos no sentimento indefeso...
Que sofre por amar pessoa errada!?!?!?
Nas dores, tudo contra mim conspira;
Você que poderia – nada faz!!!
Adiciono outra folha a minha lira:
A de amar sem comigo ter a paz!!!
A. Carlos
sábado, 15 de setembro de 2007
UMA NOVA POSTURA
Eu não quero ser mais um daqueles saudosistas incuráveis,
Que ficam fantasiando volta daquele amor que há muito se acabou...
Tampouco quero me tornar um poeta caduco, ressentido,
Que não consegue se expressar – se não por lembranças ressabidas.
Há outras coisas além do remorso pelos erros cometidos.
Em algum lugar das minhas experiências eu devo ter sido feliz;
O que me leva a acreditar que ainda posso reencontrar o caminho,
E voltar a sentir espasmos de alegria, despetalando flores...
O ruim dos enterros amorosos é a perda da fé,
Onde a pieguice mostra a sua face mais ridícula
E o tempo parece arrastar-se mais que o necessário,
Afugentando a coragem do reaprender-se a amar.
Então tudo o que foi amor se mostra infortúnio...
Onde houve frenesi, há de restar apenas arrependimentos.
Se, o purgar-se nos torna humanos, pecadores;
O ausentar-se dos verdores da vida, certamente nos enclausura.
E todo vate arrependido, por certo, deve ter amado, pecado.
Não há poeta que escreva, com convicção, sobre o que não viveu –
Nem filósofo, incrédulo, que difunda o abstrato...
Viver é preciso – Errar é necessário!
Amar é um ato irrefutável, posto que perdoável.
Abster-se, porém, nada mais é que covardia.
Sendo que todos as máscaras hão de cair um dia,
De nada adianta dissimularmos o inverossímil:
Num dado ponto da vida há de surgir o álibi inquebrantável do amor.
É quando os incrédulos hão de acreditar
E os fanáticos, reverberar...
E, os poetas, enaltecidos, ratificar que nada é mais importante,
Que o simples fato de amar incondicionalmente...
Que eu seja parte dos bem-aventurados que hão de ver,
Apesar de as dores de agora.
Que ficam fantasiando volta daquele amor que há muito se acabou...
Tampouco quero me tornar um poeta caduco, ressentido,
Que não consegue se expressar – se não por lembranças ressabidas.
Há outras coisas além do remorso pelos erros cometidos.
Em algum lugar das minhas experiências eu devo ter sido feliz;
O que me leva a acreditar que ainda posso reencontrar o caminho,
E voltar a sentir espasmos de alegria, despetalando flores...
O ruim dos enterros amorosos é a perda da fé,
Onde a pieguice mostra a sua face mais ridícula
E o tempo parece arrastar-se mais que o necessário,
Afugentando a coragem do reaprender-se a amar.
Então tudo o que foi amor se mostra infortúnio...
Onde houve frenesi, há de restar apenas arrependimentos.
Se, o purgar-se nos torna humanos, pecadores;
O ausentar-se dos verdores da vida, certamente nos enclausura.
E todo vate arrependido, por certo, deve ter amado, pecado.
Não há poeta que escreva, com convicção, sobre o que não viveu –
Nem filósofo, incrédulo, que difunda o abstrato...
Viver é preciso – Errar é necessário!
Amar é um ato irrefutável, posto que perdoável.
Abster-se, porém, nada mais é que covardia.
Sendo que todos as máscaras hão de cair um dia,
De nada adianta dissimularmos o inverossímil:
Num dado ponto da vida há de surgir o álibi inquebrantável do amor.
É quando os incrédulos hão de acreditar
E os fanáticos, reverberar...
E, os poetas, enaltecidos, ratificar que nada é mais importante,
Que o simples fato de amar incondicionalmente...
Que eu seja parte dos bem-aventurados que hão de ver,
Apesar de as dores de agora.
O PREÇO DOS SONHOS
Por vezes custa crer que tudo na vida tenha um preço...
Que, se agora nos refestelamos na alegria plena,
A certeza de uma ressaca de tristeza nos aguarda no despertar.
Olhamos – o amanhã – assombrados pela incerteza;
Ainda que tenhamos total controle do que fazemos.
Assim – por mais completo ou satisfeito que sejamos,
Há um vazio inerente que nos cobra por algo mais,
E quando já não nos falta nada (o que é impossível),
Abdicamos de tudo em busca daquela paz que outrora tivemos.
De certo, é que é da natureza humana a eterna insatisfação...
Uns querem, em princípio, apenas o mínimo possível –
Daí os desejos ganham configurações mais ambiciosas;
Outros, no ápice de suas megalomanias,
Buscam mais do que podem usufruir ou necessitem –
Mas fatalmente todos querem alguma coisa, seja o que for!
E do cúmulo da nossa especulação do abstrato
Paramos e perguntamos: “O que Deus poderia querer?”
“Teria sonhos? Se não como os nossos – semelhantes?”
“A quem poderia solicitá-los, se acaso os tivesse?”
Sonhos: querer, ansiar, almejar, desejar algo...
Carregar no íntimo uma frustração incontida
Por não ter o poder de plenamente realizá-los!
Qual seria o preço dos sonhos – A punição?
Se não, qual a moeda de troca utilizada?
Pois a pena nunca se iguala ao tamanho do delito –; isto é certo!
Como o êxito da conquista, por mais satisfatório que seja,
Jamais será igual a plenitude do sonho...
Certamente Deus não nos realiza todos os sonhos,
Porque não pode nos cobrar os castigos equivalentes...!
Que, se agora nos refestelamos na alegria plena,
A certeza de uma ressaca de tristeza nos aguarda no despertar.
Olhamos – o amanhã – assombrados pela incerteza;
Ainda que tenhamos total controle do que fazemos.
Assim – por mais completo ou satisfeito que sejamos,
Há um vazio inerente que nos cobra por algo mais,
E quando já não nos falta nada (o que é impossível),
Abdicamos de tudo em busca daquela paz que outrora tivemos.
De certo, é que é da natureza humana a eterna insatisfação...
Uns querem, em princípio, apenas o mínimo possível –
Daí os desejos ganham configurações mais ambiciosas;
Outros, no ápice de suas megalomanias,
Buscam mais do que podem usufruir ou necessitem –
Mas fatalmente todos querem alguma coisa, seja o que for!
E do cúmulo da nossa especulação do abstrato
Paramos e perguntamos: “O que Deus poderia querer?”
“Teria sonhos? Se não como os nossos – semelhantes?”
“A quem poderia solicitá-los, se acaso os tivesse?”
Sonhos: querer, ansiar, almejar, desejar algo...
Carregar no íntimo uma frustração incontida
Por não ter o poder de plenamente realizá-los!
Qual seria o preço dos sonhos – A punição?
Se não, qual a moeda de troca utilizada?
Pois a pena nunca se iguala ao tamanho do delito –; isto é certo!
Como o êxito da conquista, por mais satisfatório que seja,
Jamais será igual a plenitude do sonho...
Certamente Deus não nos realiza todos os sonhos,
Porque não pode nos cobrar os castigos equivalentes...!
A. Carlos Kal-el
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
TUDO PASSA
Há muito ando contando os primeiros raios de sol.
Esse meu saudosismo nunca me deixa dormir...
Sempre tem alguma coisa me atrelando às lembranças!
Vejo a célere sucessividade dos acontecimentos
E, às vezes, me espanta a passagem dos anos,
A minha insistência em adquirir novos vícios,
Assim como a teimosia em conservar antigos...
Há muito neva nos meus cabelos
E as erosões se proliferam pela tonalidade da cútis –
No entanto, a senectude não me trouxe o dom de esquecer.
Os meses se sucedem nas folhas do calendário;
O tempo passa e o início começa a envelhecer –
Pode-se notar isso nas marcas contraídas.
Olho o horizonte e antevejo as respostas depois das colinas –
Mas estas, quando alcançadas, não me trazem soluções!
Então, começo a pensar que nada tem fim,
Que é uma rota viciosa que sempre termina no mesmo ponto...
E em meio aos pensamentos paranóicos
Vejo que não há nada que possa ser feito –
Ainda conservo hábitos herdados de nós,
Que são virtualmente impossíveis de olvidar...
O tempo, por certo, deve estar enganado –
Absolutamente – nem tudo continua...
Sou como o cachorro que caiu do caminhão de mudança:
Fica desnorteado, bitolado às velhas rotinas;
Ou como o velho que se apegou àquela roupa surrada,
Pois tudo passa e eu ainda ando pensando em você.
A. Carlos
Esse meu saudosismo nunca me deixa dormir...
Sempre tem alguma coisa me atrelando às lembranças!
Vejo a célere sucessividade dos acontecimentos
E, às vezes, me espanta a passagem dos anos,
A minha insistência em adquirir novos vícios,
Assim como a teimosia em conservar antigos...
Há muito neva nos meus cabelos
E as erosões se proliferam pela tonalidade da cútis –
No entanto, a senectude não me trouxe o dom de esquecer.
Os meses se sucedem nas folhas do calendário;
O tempo passa e o início começa a envelhecer –
Pode-se notar isso nas marcas contraídas.
Olho o horizonte e antevejo as respostas depois das colinas –
Mas estas, quando alcançadas, não me trazem soluções!
Então, começo a pensar que nada tem fim,
Que é uma rota viciosa que sempre termina no mesmo ponto...
E em meio aos pensamentos paranóicos
Vejo que não há nada que possa ser feito –
Ainda conservo hábitos herdados de nós,
Que são virtualmente impossíveis de olvidar...
O tempo, por certo, deve estar enganado –
Absolutamente – nem tudo continua...
Sou como o cachorro que caiu do caminhão de mudança:
Fica desnorteado, bitolado às velhas rotinas;
Ou como o velho que se apegou àquela roupa surrada,
Pois tudo passa e eu ainda ando pensando em você.
A. Carlos
domingo, 9 de setembro de 2007
SÓ O TEMPO É SEMPITERNO
Como o tempo muda a mente,
Muda o peito e o coração;
Faz nascer nova corrente
E morrer velha ilusão!!!
Com o tempo perde brilho;
A paixão – todo o furor!
A rotina perde o trilho;
O coração – todo o amor!!!
Nada – enfim – é sempiterno...
Tudo que começa – acaba;
Passa a vida como um inverno –
E um belo dia desaba!
Com o tempo tudo morre –
Só a dor se faz perene...
Ninguém a ninguém socorre;
Quem quiser penar, que pene!
Com o tempo perde a força,
A coragem de seguir...
E por mais que a mente torça –
O peito quer desistir!!!
É um caminho sem volta,
Quando perde-se a paixão –
O que ‘inda quer, se revolta...
O que nada quer mais - Não!!!
Querer muito é o caminho,
E pro tempo é o remédio –
Preferível estar sozinho,
A acompanhado com tédio!!!
A . Carlos
Muda o peito e o coração;
Faz nascer nova corrente
E morrer velha ilusão!!!
Com o tempo perde brilho;
A paixão – todo o furor!
A rotina perde o trilho;
O coração – todo o amor!!!
Nada – enfim – é sempiterno...
Tudo que começa – acaba;
Passa a vida como um inverno –
E um belo dia desaba!
Com o tempo tudo morre –
Só a dor se faz perene...
Ninguém a ninguém socorre;
Quem quiser penar, que pene!
Com o tempo perde a força,
A coragem de seguir...
E por mais que a mente torça –
O peito quer desistir!!!
É um caminho sem volta,
Quando perde-se a paixão –
O que ‘inda quer, se revolta...
O que nada quer mais - Não!!!
Querer muito é o caminho,
E pro tempo é o remédio –
Preferível estar sozinho,
A acompanhado com tédio!!!
A . Carlos
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
CONFISSÃO
Você bem que poderia confessar os seus enganos,
Admitir que estava errada nas suas convicções...
Que no fundo sempre soube que eu estava certo
E só não dava o braço a torcer por pura estupidez.
Você bem que poderia voltar atrás, arrependida,
Implorando, quem sabe, que eu pudesse reconsiderar;
Que te perdoasse, e, até (é possível) te aceitasse de volta –
Afinal, foi a sua insensibilidade que nos afastou.
Você bem que poderia deixar de ser assim, intransigente,
Assim, empáfica, tão aquém da humildade,
Como se tudo girasse ao redor do seu umbigo,
E todos te devessem obediência – principalmente eu!
Você bem que poderia acreditar mais nas pessoas –
Dá-lhes, pelo menos, o benefício da dúvida –
Esperando mais do que apenas comprovar os seus receios...
E, conseqüentemente, conseguir a desculpa perfeita
Pra sempre se eximir dos relacionamentos alegando inocência.
Você bem que poderia admitir que me ama –
E ser capaz de confessar isso, ainda que somente numa cama –
Já seria um passo significativo para seus futuros relacionamentos:
A simples percepção de que podemos, desarmados,
Ter grandeza suficiente para expressar amor.
Você bem que poderia...
...É, poderia...
Mas você não pode...!
E é isso que me diferencia de você:
Essa qualidade de conseguir aprender com os erros,
Coisa que você nunca será capaz.
Admitir que estava errada nas suas convicções...
Que no fundo sempre soube que eu estava certo
E só não dava o braço a torcer por pura estupidez.
Você bem que poderia voltar atrás, arrependida,
Implorando, quem sabe, que eu pudesse reconsiderar;
Que te perdoasse, e, até (é possível) te aceitasse de volta –
Afinal, foi a sua insensibilidade que nos afastou.
Você bem que poderia deixar de ser assim, intransigente,
Assim, empáfica, tão aquém da humildade,
Como se tudo girasse ao redor do seu umbigo,
E todos te devessem obediência – principalmente eu!
Você bem que poderia acreditar mais nas pessoas –
Dá-lhes, pelo menos, o benefício da dúvida –
Esperando mais do que apenas comprovar os seus receios...
E, conseqüentemente, conseguir a desculpa perfeita
Pra sempre se eximir dos relacionamentos alegando inocência.
Você bem que poderia admitir que me ama –
E ser capaz de confessar isso, ainda que somente numa cama –
Já seria um passo significativo para seus futuros relacionamentos:
A simples percepção de que podemos, desarmados,
Ter grandeza suficiente para expressar amor.
Você bem que poderia...
...É, poderia...
Mas você não pode...!
E é isso que me diferencia de você:
Essa qualidade de conseguir aprender com os erros,
Coisa que você nunca será capaz.
A. Carlos Kal-el
VELHOS TEMPOS
Hoje, ao ver, velhas fotos desgastadas.
Em nuances, pelo tempo, invertidas;
Olho cútis belas, desenrugadas –
E pergunto, em frases ressabiadas:
Quem seriam tais pessoas, ‘squecidas???
Velhos rostos que não lembro e, tampouco.
Agora, recordar deles pretendo...
Perderam-se no meu passado louco;
Desse tempo que em mim ficou tão pouco –
E o pouco que ficou venho esquecendo!!!
Seriam tais semblantes – ex-amores?
Pedaços que esqueci pelo caminho?
Em quantos desses rostos deixei dores?
E quantos me deixaram dissabores?...
Algum deles, como eu, vive sozinho???
Retângulos que me olham (inquiridos),
Querendo perguntar por onde eu ando;
O que fiz com os momentos vividos,
Co’ as lembranças dos beijos divididos,
Se ainda me verão um dia... (e quando)???
Por certo nunca mais dividiremos
Outra coisa, que não, vagas estórias;
Tampouco nesta vida nos veremos –
Pois, em comum, apenas o que temos
É um passado cheio de memórias!
Em nuances, pelo tempo, invertidas;
Olho cútis belas, desenrugadas –
E pergunto, em frases ressabiadas:
Quem seriam tais pessoas, ‘squecidas???
Velhos rostos que não lembro e, tampouco.
Agora, recordar deles pretendo...
Perderam-se no meu passado louco;
Desse tempo que em mim ficou tão pouco –
E o pouco que ficou venho esquecendo!!!
Seriam tais semblantes – ex-amores?
Pedaços que esqueci pelo caminho?
Em quantos desses rostos deixei dores?
E quantos me deixaram dissabores?...
Algum deles, como eu, vive sozinho???
Retângulos que me olham (inquiridos),
Querendo perguntar por onde eu ando;
O que fiz com os momentos vividos,
Co’ as lembranças dos beijos divididos,
Se ainda me verão um dia... (e quando)???
Por certo nunca mais dividiremos
Outra coisa, que não, vagas estórias;
Tampouco nesta vida nos veremos –
Pois, em comum, apenas o que temos
É um passado cheio de memórias!
A. Carlos Kal-el
CARTAS DE AMOR
Hoje me deparei com velhas promessas de amor eterno,
Quando reli remotas cartas empoeiradas pelos anos...
Quase voltei a acreditar que o amor existe!
Ainda que superficialmente, revivi esquecidas dores;
Aqueles textos repletos de uma certeza infundada,
Povoados de incontáveis adjetivos, supostamente compartilhados,
Manchados pela pureza ilusória de que tudo acabaria bem...
Mas eram apenas cartas de amor!!!
Declarações despretensiosas de um coração dopado de amor.
Por mais piegas que possam parecer,
Os folhetins amorosos merecem respeito –
Quiçá uma biblioteca exclusiva dos mais memoráveis;
Melhor: uma home page itinerante,
Já que estamos nos tempos do ponto com...!!!
Cartas de amor são idênticas a bilhetes suicidas:
MERAS JUSTIFICATIVAS!!!
“... Justifico, para os devidos fins que se fizerem necessário,
Que por te amar demais não sei viver sem você,
E que as suas palavras cruéis de rompimento,
Representam a bala me perfurando as têmporas!”
Viver e morrer por amor...
Por mais paradoxal que possa parecer,
A vida segue os roteiros das cartas amorosas:
– No começo tudo são louros, alegrias;
Acreditamos na pureza das coisas.
Depois as dúvidas começam a aparecer, acinzentando as glórias –
Contudo – ainda há esperança e, solícitos, camuflamos os ressábios.
Mas no final tudo se fragmenta em dores e mágoas!
Assim o contexto da vida se completa, se confirma...
Dos relatos de amores febris: Lívidas cartas comprometedoras!
E agora, quando tudo se resigna a descrença,
Remexemos em velhos baús, procurando
Aquelas antigas cartas de amor que outrora escrevemos!
Quando reli remotas cartas empoeiradas pelos anos...
Quase voltei a acreditar que o amor existe!
Ainda que superficialmente, revivi esquecidas dores;
Aqueles textos repletos de uma certeza infundada,
Povoados de incontáveis adjetivos, supostamente compartilhados,
Manchados pela pureza ilusória de que tudo acabaria bem...
Mas eram apenas cartas de amor!!!
Declarações despretensiosas de um coração dopado de amor.
Por mais piegas que possam parecer,
Os folhetins amorosos merecem respeito –
Quiçá uma biblioteca exclusiva dos mais memoráveis;
Melhor: uma home page itinerante,
Já que estamos nos tempos do ponto com...!!!
Cartas de amor são idênticas a bilhetes suicidas:
MERAS JUSTIFICATIVAS!!!
“... Justifico, para os devidos fins que se fizerem necessário,
Que por te amar demais não sei viver sem você,
E que as suas palavras cruéis de rompimento,
Representam a bala me perfurando as têmporas!”
Viver e morrer por amor...
Por mais paradoxal que possa parecer,
A vida segue os roteiros das cartas amorosas:
– No começo tudo são louros, alegrias;
Acreditamos na pureza das coisas.
Depois as dúvidas começam a aparecer, acinzentando as glórias –
Contudo – ainda há esperança e, solícitos, camuflamos os ressábios.
Mas no final tudo se fragmenta em dores e mágoas!
Assim o contexto da vida se completa, se confirma...
Dos relatos de amores febris: Lívidas cartas comprometedoras!
E agora, quando tudo se resigna a descrença,
Remexemos em velhos baús, procurando
Aquelas antigas cartas de amor que outrora escrevemos!
A. Carlos Kal-el
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